As empresas modernas não operam mais dentro de um único escritório ou centro de dados. Plataformas em nuvem, trabalho remoto, filiais e infraestrutura híbrida transformaram a maneira como as empresas se conectam, tornando a visibilidade da rede mais desafiadora do que nunca.

O monitoramento eficaz de redes exige hoje estratégias abrangentes que forneçam insights em tempo real em ambientes distribuídos, ajudando as equipes de TI a manter a segurança, otimizar o desempenho e identificar rapidamente problemas antes que eles interrompam as operações. Organizações que investem em monitoramento unificado estão mais bem preparadas para garantir a continuidade dos negócios e o crescimento futuro.

Por que as redes empresariais distribuídas exigem uma nova abordagem de monitoramento?

Até pouco tempo atrás, a infraestrutura corporativa tinha um formato bem definido. Os dados residiam em um data center central, os usuários trabalhavam em escritórios conectados a uma rede local controlada e as equipes de segurança podiam estabelecer um perímetro defensável ao redor de toda a estrutura. Dentro desse perímetro, era difícil, mas não impossível, monitorar o que acontecia. Mas esse mundo, para a maioria das organizações, acabou. Hoje em dia, pouquíssimas organizações têm uma lista simples de hardware local, múltiplos provedores de nuvem, escritórios remotos, filiais e endpoints em todas as regiões geográficas onde atuam. Um ponto em comum entre todos esses segmentos é a necessidade de monitoramento.

No entanto, monitorar a rede em ambientes distribuídos e em nuvem não é apenas uma extensão do que as organizações faziam localmente. Trata-se de uma área complexa que exige outras capacidades, uma compreensão diferente e, talvez, toda a atenção aos detalhes fascinantes sobre onde... “a rede” verdadeiramente ganha vida. A escala é maior, a arquitetura menos estática e o custo de deixar qualquer tipo de sistema fora de vista é maior do que nunca.

A base para entender o que torna a observação eficaz nesses ambientes reside em ter um sólido conhecimento da observabilidade moderna e de como ela se comporta quando a infraestrutura não está mais confinada a um único local. Monitoramento de rede em ambientes distribuídos Este documento oferece uma visão geral de como as ferramentas de visibilidade funcionam e por que a cobertura consistente é crucial, independentemente de onde as cargas de trabalho sejam executadas.

A complexidade do monitoramento de ambientes distribuídos

A complexidade do monitoramento de ambientes distribuídos

O principal desafio é a fragmentação. Com uma combinação de múltiplas nuvens, arquiteturas híbridas locais e sites remotos, o tráfego não flui mais por um único local onde possa ser inspecionado. Os dados vão diretamente de um serviço de nuvem para outro, entre funcionários remotos e aplicativos hospedados na nuvem, e até mesmo de um provedor de nuvem para outro em ambientes que geram enormes quantidades de carga, que nunca chegam a impactar a infraestrutura da organização.

Essa fragmentação implica que as ferramentas de monitoramento projetadas para ambientes tradicionais deixarão lacunas na cobertura. Você sabe que uma ferramenta que monitora o tráfego no perímetro corporativo não tem visibilidade das comunicações entre uma carga de trabalho na nuvem e uma API hospedada por uma empresa terceirizada, ou mesmo do tráfego do seu escritório remoto para alguma plataforma de software como serviço (SaaS). Todos esses fluxos refletem atividades do mundo real que podem estar transportando dados comerciais reais, alterações de configuração ou tráfego de invasores, facilitando saltos laterais por todo o ambiente.

Esse desafio se intensificou com o rápido crescimento da adoção da nuvem. Pesquisas subsequentes tendências de previsão de gastos com nuvem A expectativa é que a grande maioria das organizações opere em ambientes híbridos ou multicloud, o que implica que a complexidade de infraestrutura que as organizações enfrentam hoje só tende a aumentar no futuro próximo. Estratégias de monitoramento que não se adaptarem a essa trajetória ficarão cada vez mais defasadas à medida que nossos ambientes continuarem a evoluir.

Aumentando a visibilidade em toda a infraestrutura de nuvem

Os provedores de nuvem oferecem suas próprias ferramentas de monitoramento nativas, que continuam relevantes. Elas exibem informações sobre utilização de recursos, logs de acesso e eventos específicos do serviço, todos essenciais para entender o que acontece no ambiente de um determinado provedor. Mas as ferramentas nativas têm uma limitação estrutural: elas só podem observar eventos dentro de sua própria plataforma. Uma organização com três provedores de nuvem obtém três visões separadas que não se integram automaticamente.

Para monitorar implantações de forma eficaz em ambientes multicloud, precisamos de uma camada de agregação que consolide os dados de cada provedor em uma visão unificada. É aqui que as plataformas de monitoramento de terceiros começam a monetizar seu valor. Essas plataformas ingerem logs, registros de fluxo e telemetria de múltiplos ambientes de nuvem e os normalizam para um formato consistente, permitindo que as equipes de segurança e operações visualizem toda a infraestrutura em vez de alternar entre painéis distintos.

A segurança na nuvem funciona com o mesmo princípio. As diretrizes de segurança para nuvem pública de entidades governamentais, como as estabelecidas pelo Instituto Nacional de Padrões e Tecnologia (NIST), incentivam as organizações que migram para ambientes de nuvem a manter a visibilidade e o controle de seus ativos, em vez de transferir essa capacidade completamente para o provedor de nuvem. Uma parte fundamental dessa responsabilidade é o monitoramento, que não pode ser atendido apenas pelas ferramentas nativas do provedor quando as organizações utilizam diversas plataformas de nuvem.

Cobertura referente a locais remotos e filiais

As redes corporativas frequentemente se estendem muito além dos limites da sede e do centro de dados. Filiais, lojas, o chão de fábrica e trabalhadores remotos são áreas da rede que geram tráfego, alcançam sistemas sensíveis e podem ser pontos de entrada para ataques. Monitorar esses locais é uma tarefa complexa por si só.

Política consistente em infraestruturas desiguais

Em muitos casos, a localização central terá uma infraestrutura local muito mais avançada do que os locais remotos. Menos idealmente, pequenos escritórios podem ter pouca largura de banda e nenhum hardware de segurança. Esse backhaul introduz latência e cria problemas de visibilidade, caso as conexões sejam instáveis quando o monitoramento depende do envio de tráfego de locais remotos para um local central para análise.

As abordagens modernas recentes resolvem isso transferindo parte da análise para a borda da rede. Sensores leves e monitoramento baseado em fluxo podem ser implementados em locais remotos, relatando resumos de atividades sem exigir que cada pacote passe por um ponto de inspeção central. Como resultado, a visibilidade pode ser preservada sem sacrificar o contexto e a complexidade que caracterizam locais distribuídos.

Identidade e acesso como parte do cenário de monitoramento

Identidade e acesso como parte do cenário de monitoramento

Em um ambiente distribuído, os indicadores tradicionais de ameaças, como endereços IP de origem incomuns, tornam-se menos eficientes. Um usuário comum acessando a internet de uma cafeteria, hotel ou país estrangeiro apresenta um comportamento completamente diferente de quando está no escritório. O monitoramento criaria ruído operacional não intencional em torno do acesso distribuído legítimo, dificultando a detecção de ameaças avançadas reais se o foco fosse apenas em endereços de rede e volumes de conexão, em vez de mudanças sutis de comportamento.

O monitoramento de rede com contexto de identidade aborda diretamente esse desafio. Ao conhecer a identidade por trás de um determinado fluxo (o usuário ou a conta de serviço), os sistemas de monitoramento podem avaliar o comportamento em relação ao histórico dessa identidade, em vez de compará-lo com uma linha de base que se aplica a todos. Imagine que um usuário acesse repentinamente uma combinação incomum de sistemas sensíveis após fazer login na rede a partir de um local desconhecido. Esse evento é suspeito em comparação com uma conexão anônima aos mesmos sistemas. O monitoramento com reconhecimento de identidade revela essa diferença.

Limitações dos mecanismos de alerta existentes

A visibilidade é apenas o começo. O valor do monitoramento em ambientes distribuídos só se concretiza quando uma anomalia é detectada. Em grande escala, isso exige automação. Analistas humanos não conseguem examinar todos os alertas em um ambiente multicloud e multi-site com a mesma rapidez com que a maioria dos ataques dura (em minutos).

A pesquisa sobre funcionalidades de resposta automatizada permite que os sistemas de monitoramento executem uma ação definida com base no atendimento de condições específicas; por exemplo, isolar um endpoint comprometido, bloquear o tráfego destinado a um endereço recentemente sinalizado pela segurança e ampliar os alertas com anotações de dados anexadas às tabelas de alertas. Os casos mais claros são tratados automaticamente, enquanto os casos mais ambíguos são atribuídos a um analista que possui contexto suficiente para tomar uma decisão sem precisar analisar vários registros.

A combinação de ampla visibilidade, linhas de base para comportamento, contexto de identidade e resposta automatizada resulta em uma postura de monitoramento que pode ser dimensionada com a empresa distribuída, em vez de contra ela.

Perguntas frequentes

Por que não usar ferramentas nativas de provedores de nuvem?

Dessa forma, as ferramentas nativas de qualquer provedor de nuvem apenas exibem a atividade que ocorre dentro de sua respectiva plataforma. Para organizações que utilizam múltiplas nuvens, as visualizações que obtêm são todas separadas e não relacionadas: não há informações sobre o tráfego entre ambientes, nem uma visão unificada de sua segurança a partir de uma perspectiva de infraestrutura de ponta a ponta.

E quanto aos trabalhadores remotos e à filial Office?

Sensores leves e monitoramento baseado em fluxo abrangem alguns pontos distribuídos que não exigem que todo o tráfego seja enviado de volta a um ponto central. Isso mantém a visibilidade, ao mesmo tempo que impõe limites de largura de banda e trata os locais remotos de forma diferenciada em termos de infraestrutura.

Por que a identidade é importante em um ambiente de monitoramento de rede distribuída?

Em vez de basear o algoritmo de detecção apenas em endereços de rede, o contexto de identidade permite que um sistema de monitoramento determine se um padrão de tráfego ou acesso remoto é incomum para aquele usuário ou conta de serviço específico. Isso aprimora significativamente a detecção de anomalias, especialmente em cenários onde muitos usuários se conectam de diversos locais.

À medida que as redes corporativas continuam a se expandir para plataformas em nuvem, escritórios remotos e ambientes híbridos, o monitoramento eficaz torna-se essencial. Visibilidade unificada, análises com reconhecimento de identidade e respostas automatizadas ajudam as organizações a fortalecer a segurança, melhorar o desempenho e gerenciar com confiança infraestruturas cada vez mais complexas, sem comprometer a resiliência operacional.

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